Açúcar e afeto
Outubro 4, 2007
Em Cartaz: Nunca é Tarde para Amar (EUA, 2007)
O tema é delicado: quando se junta açúcar e afeto, dependendo da dose, o resultado pode ser “meloso” ou “gostoso”. A comédia romântica (detesto o termo, mas como é assim que costumam designar o gênero, lá vai) Nunca é Tarde para Amar (I Could Never Be Your Woman, 2007) fica na linha tênue entre os dois. A sempre bela Michelle Pfeiffer, no auge de seus 49 anos, faz uma mulher de 40. O excelente Paul Rudd (ok, ok, adjetivações desse tipo são sempre um perigo, mas não nesse caso), 38 anos na vida real, faz um comediante de 29.
Como em todo filme nessa linha, eles se apaixonam e a questão se coloca: duas pessoas de gerações diferentes podem se amar por mais de uma estação? Well, por experiência própria, digo que isso é algo bem complicado. É preciso que haja uma sintonia fina entre os envolvidos e mais: é preciso que haja honestidade. Aqui, em meio aos dramas da filha na pré-adolescência (às voltas com o primeiro amor) e aos devaneios egocêntricos do ex-marido (e de boa parte do resto do elenco, que compõe uma sitcom juvenil escrita por Rose, personagem de Pfeiffer), a loira parece encontrar o moço certo na hora certa.
Engraçado, o personagem de Rudd faz um geek na tal série de TV já citada. Ganha o público e vê sua carreira crescer vertiginosamente. Os “especialistas” (como sempre) torceram o nariz e já classificaram o filme de “moralista e impiedoso” com a indústria, mas que se apóia nos mesmo clichês que critica. Outros preferem ir ”mais fundo” e dizem que a fita é medíocre. Prefiro ser mais fiel a mim (que não tenho receio algum de ser meloso) e dizer que me diverti muito durante os 97 minutos de puro simulacro do par-perfeito-entre-gerações-diferentes.
Roteiro sentimental: não deixem de reparar o ótimo desempenho da atriz mirim Saoirse Ronan, que faz a filha da protagonista. A loirinha tem charme pessoal e encanta com sua Izzie, que não deixa de ser o retrato-da-mãe-quando-jovem.
ta certo que ela ja nasceu linda e agora eh rica, mas como essa mulher consegue ter esse visual estonteante aos cinquento anos??
um beijo,
Anotando todos os nomes de filmes possíveis.
Muito grato pelos comentários e dicas, e por manter esse blog maravilhoso, caro Gui.
Saudades sinceras, continuarei aqui espiando e aumentando minha lista
Vou começar a frequentar mais assiduamente esse espaço tbm. E vc sempre me enternecendo com a forma singela de escrever.
beijos muitos!
Apesar de bastante convencional (salvo alguns achados do roteiro), também me diverti graças à ótima dupla de protagonistas. E a Saoirse é um destaque mesmo, aguardo sua participação em “Desejo e Reparação”.